sábado, 16 de julho de 2011

O VALOR DE UM PASTOR.

Pr. Joaquim de Paula Rosa
  • O valor de um pastor não é medido por sua popularidade, poder de persuasão ou quantidade de pessoas que atrai, mas sim por seu caráter e fidelidade a Deus (Jo 6.66 e 67);
  • O valor de um pastor não é medido pela aprovação de homens, mas pela aprovação de Deus. O pastor é segundo o coração de Deus e não segundo o coração dos homens (Jr 3.15);
  • O valor de um pastor não é medido pelo tamanho de sua igreja, mas por suas qualidades éticas, morais e espirituais;
  • O valor de um pastor não é medido pelo volume das entradas financeiras de sua igreja, mas por sua capacidade de suprir seu rebanho com a Palavra de Deus. Há pastores que se preocupam com a lã. Há pastores que se preocupam com as ovelhas.
  • O valor de um pastor não é medido pelo salário que ganha, mas pelo serviço que presta;
  • O valor de um pastor não é medido por sua capacidade política e de articulação, pois muitas vezes ele deixa de ser “politicamente correto” para permanecer justo e reto diante de Deus;
  • O valor de um pastor não é medido pelos cargos que ele ocupa na denominação, mas pelo serviço que presta à Obra de Deus;
  • O valor de um pastor não é medido pela satisfação de seus ouvintes, mas por sua pregação coerente aos valores do evangelho bíblico capaz de transformar vidas. A sua mensagem, ao invés de massagear o ego humano, às vezes desagrada por confrontar o ouvinte com a verdade;
  • O valor de um pastor não é medido pelo seu poder ou status, mas por sua submissão e obediência a Deus;
  • O valor de um pastor não é medido por sua autossuficiência. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza de homens que às vezes julgamos fracos e incapacitados (2ª Co 12.9);
  • O valor de um pastor não é medido por sua condição física, mas por sua condição espiritual;
  • O valor de um pastor não é medido pela quantidade de amigos ou pessoas que o rodeiam, mas sim por seu amor às pessoas;
  • O valor de um pastor não é medido pelos seus discursos, mas pela autoridade de seu viver (Mt 7.9);
  • O valor de um pastor não é medido pelo crescimento quantitativo ou não da membresia de sua igreja, mas pelas transformações que suas mensagens geram em seus ouvintes. Há por aí templos cheios de pessoas perdidas, e igrejas pequenas onde pessoas experimentam a salvação em Cristo;
  • O valor de um pastor não é medido pelo seu poder de empolgar sua igreja ou plateia, pois seu chamado é para pastorear e não para “animar” auditório;
  • O valor de um pastor não é medido pelas crises que passa ou deixa de passar, mas pela maneira como se comporta em momentos difíceis;
  • O valor de um pastor é medido por critérios divinos e não humanos.
  • O pastor é dependente de Deus, e não de homens;
  • O pastor é homem frágil e pequeno, por meio do qual Deus realiza coisas grandes e extraordinárias;
  • O pastor sabe que seu chamado é para pastorear e não para gerir empresas; ele não se preocupa com números mas com a saúde de suas ovelhas;
  • O verdadeiro pastor não se “contextualiza” ao mundo, mas se esforça para tirar vidas do mundo;
  • O pastor de valor forma valores;
  • Se você tem um pastor, agradeça a Deus, ore por ele e ame-o!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um lugar Quentinho...

Falae Galera!

     Essas últimas semanas tem estado muito frio né? Eu tenho dormido com 1 edredon, 1 cobertor, camisa de manga comprida, meião de futebol, e calça de moletom. e ainda assim, se fico com um pedacinho aberto, e entra um vento gelado ja congela o corpo todo. Sentir frio é horrível né?
     Esse "menózinho" da foto, você axa que ele está com frio? Pois é, posso dizer que ele tá sim. se ele tivesse algum outro agasalho, uma calça de moletom, ou um cobertor, posso apostar que ele estaria usando. Nós como Cristãos, devemos atentar pra problemas sociais como esse, esses são os problemas sociais que devemos atentar, afinal, o serviço social é um dever nosso como servos de Cristo. As autoridades não fazem quase nada pra ajudar essas pessoas, não podemos ver isso e ficar de braços cruzados.
    
     Isso aqui hoje, é mais que uma postagem no blog, é um desafio, Estamos recebendo cobertores, agasalhos e qualquer coisa, que possamos ajudar a aqueles que estão passando frio na rua. 

Pierre Augusto
(21) 8894-6873
@CunhaPierre
faleconosco@gaemissoes.com.br 


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Treinamento de Missões Urbanas II

Esse Treinamento é a Parte II do mesmo que tivemos algumas semanas atras!!
Porém, não se desespere se vc não foi e quer ir nesse!
Faremos outros treinamentos num futuro próximo!



sábado, 18 de junho de 2011

Som de Qualidade! The Ascendicate


 The Ascendicate é uma banda de metal cristão da Carolina do Norte (EUA) formada em 2009. Uma boa banda pra quem gosta de peso no som, e um estilo na levada de Slipknot e Killswitch Engage. 

As letras do The Ascendicate têm abordagem de forma direta, muitas delas são verdadeiros convites aos ouvintes para o evangelho.


 O The Ascendicate é uma banda nova, que foi criada em 2009, e só tem um CD o "To die as kings", mas que é EXCELENTE! tanto em qualidade sonora, quanto em técnica, ao ouvir o som vc fica até na dúvida em qual instrumento prestar mais atenção!

Formação Atual:
Eric Marlowe: Vocal
Ryan Helm: Guitarra, Backing Vocals
Dustin Bryant: Guitarra, Backing Vocals
David Dudley: Baixo
Chris Wheat: Bateria

 
Acesse o myspace do The Ascendicate. Vale à pena ouvir!




terça-feira, 7 de junho de 2011

Ideais




As vezes me pego pensando, onde foram parar os nossos. As vezes fico lembrando de um povo que tinha um ideal, que tinha um objetivo a ser cumprido, uma nação que batalhava para que fosse ouvida, uma nação de pessoas que foram exiladas por defenderem seus direitos, uma nação de pessoas que morreram por batalhar para que pudesse ser reconhecidos como “gente”.

E fico também a pensar, que, hoje, ano de 2011,  que ideais temos batalhado, que objetivos queremos alcançar...
Eu sei qual é o meu ideal, eu sei onde quero chegar.
Mas me pergunto qual é o ideal de Deus pra essa terra, pra essa nação, pra esse povo.

Recentemente aconteceu a marcha para Jesus, que foi muito comentada, muito divulgada e midiatizada.

Vamos lá, o que me faz escrever sobre isso, são alguns comentários que surgiram de um simples desabafo meu, feito na rede social FACEBOOK.
Onde gerou uma breve discussão sobre o que seria certo ou não.. se essa marcha seria correta ou não.

Vamos lá, a primeira marcha que surgiu para divulgar e batalhar por alguma coisa, direito ou dever, foi a talvez conhecida por alguns, Marcha da Maconha. Onde pessoas marcham e defendem o direito de usá-la livremente. Não vou expor minha opinião sobre isso.
A segunda grande marcha, é a marcha do Orgulho Gay, também muito conhecida por nós, onde homossexuais, lésbicas, transexuais, bissexuais etc. Lutam pelo seu direito de igualdade. Também não vou expor minha opinião sobre isso.
Existem outras marchas, outras passeatas para defesa de direitos e deveres...

Aí, acontece a Marcha pra Jesus, onde 100 mil “cristãos” se encontram para seguir um Trio elétrico, com pastores, presbíteros, diáconos etc, em cima, ao lado de políticos (que adoram massas). Andam por alguns caminhos, escutam bons cantores, “defendem” um ideal e quando tudo acaba, voltam para casa e ponto final.
A nossa querida amiga Rede Globo, televisionou trechos da marcha para Malafa... ops, para Jesus, e o que vimos foi um bando de pessoas curtindo, dançando e salmodeando à Deus... (?!)
O meu questionamento no FACEBOOK, foi o seguinte: Por que será que não vejo 1% desse povo em algum evangelismo, ação social, distribuição de sopa, agasalho etc?! Por que?!
Por que será que o trabalho dificultoso realmente fica para uma grande minoria, fica para aqueles que realmente entendem o que é o Reino de Deus, pessoas que batalham, largam as vezes suas famílias, amigos, parentes, com o único intuito de fazer a vontade de Deus, de cumprir o ideal de Deus.
Se você foi a marcha para Jesus, bom, espero que tenho curtido bons momentos lá, espero que tenha aproveitado a sua estadia naquele lugar.
Difícil é pensar que enquanto pessoas marchavam pra um Deus que não precisa de marcha. Pessoas que nos defendem lutavam pelos seus ideais, de salário mais digno, vida melhor, melhores condições de trabalho... E essas pessoas são presas e humilhadas. E o povo de Deus? Seguindo o trio elétrico é claro! Bem, como diz a musica né?! Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...
Então eu morri, e espero ter morrido mesmo, morrido pra essas coisas banais, morrido pra esse mundo idiota, imbecil que as pessoas tanto vangloriam, espero ter morrido pras pessoas que defendem ideais banais. Logo, não vou atrás do trio...
Fico pensando, como seria se meus amigos fizessem uma festa surpresa pra mim, e eu não fosse à festa?! Ela aconteceria? As pessoas comeriam e beberiam o que já estava comprado, elas agiriam normalmente como se eu realmente estivesse ali?!
E dentro desse pensamento, me pergunto, se o Cristo Jesus que tanto falamos, que tanto proclamamos, estivesse encarnado aqui nessa terra, estivesse ao nosso lado fisicamente, onde ele estaria nesse momento?! Em cima do Trio?! Seguindo o trio?! Curtindo e cantando as musicas os cantores gospel?!
Ou estaria batalhando verdadeiramente por algo que tem valor, por algo que tem importância?!

Onde está o Teu Deus nesse momento?!

Deus precisa de soldados que não marchem pra Ele, e sim a favor do ideal dEle. Se é assim, assim eu quero marchar. Fora isso, me deixa em casa descansando, por favor!

Shalom a’lechem! (Paz seja convosco)

Por,
Caio Costa
@caiocohen 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Treinamento de Missões Urbanas


Olá! Como alguns já sabem, nesse domingo último, fizemos um treinamento em Missões Urbanas. Pra alguns foi um treinamento, pra outros foi uma reciclagem, Como estão chegando novos "GAEzeiros" (by Anne) resolvemos fazer esse treinamento, pra voltarmos com nossos trabalhos de rua. Estivemos por um tempo, muito envolvidos e atarefados com a plantação de nossa base no Conjunto Campinho, e ainda continuamos envolvidos e atarefados, mas vimos que ja era hora de os trabalhos na rua voltarem, vimos que precisamos voltar a fazer o que Deus nos chamou pra fazer! Nesse tempo que estivemos ocupados com a plantação da base, vimos Deus fazer grandes coisas, e os frutos continuam sendo colhidos, e é por isso que queremos continuar plantando as sementes que a nós foram confiadas. Temos novos GAEzeiros, que estão super empolgados em ir pra rua, falar do amor, demonstrar esse amor, e é lindo ver isso, é lindo ver que mais gente está aprendendo mais do Reino, e quer passar pra outras pessoas o quão maravilhoso é conhecer o Pai, e entender o sacrifício de Jesus naquela cruz. É por isso, por essa vontade de que mais pessoas saibam o que é o amor, por essa vontade de que muitos outros conheçam o Reino de Deus, que além de treinar os que estão no GAE, nos colocamos à disposição pra oferecer esse treinamento, a quem tiver interesse. Não é por dinheiro nem por fama, é para que todo ouvido ouça, que Jesus é o Senhor.






Fiquem na paz de Jah.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A transformação do ser


Uma das coisas que mais gostamos é de comodismo. É própria de todos nós, a vontade de estar sempre numa posição confortável, pois odiamos as dificuldades. Priorizar nosso bem estar sobre todos e tudo, parece ser um instinto natural do ser humano, e na maioria das vezes, o egoísmo é o sentimento que motiva. Todavia, na contramão do sistema, está o evangelho de Jesus, propondo um novo estilo de vida baseado nos padrões do reino.

Também faz parte de nossa natureza, viver de maneira individualista e egocêntrica. E não sei se sou a única por aqui que pensa assim, mas acho que isso só tem nos trazido problemas... Sem contar a falta de amor que também é a origem de todos os males. Mesmo com todas essas constatações, a inclinação para a mudança não é comum; a maioria de nós se conforma a viver segundo os próprios impulsos e desejos que em essência são maus. Parece um tipo de pessimismo, mas uma rápida análise da História ou até mesmo uma análise íntima nos revelará quem realmente somos. Quem quiser trilhar o caminho inverso, tem uma longa e difícil caminhada pela frente; O caminho é apertado, mas ao mesmo tempo revela vida.

Mudar hábitos ou idéias, nem sempre é fácil, mas se faz necessário. Não se pode por “remendo novo em veste velha”. A mentalidade e os atos antigos são incompatíveis com a nova vida nos moldes do reino de Deus, por isso é preciso rejeitar comportamentos antes tidos como normais e adotar uma nova conduta diante de Deus, dos homens e de si próprio. Acomodar-se com os padrões correntes baseando a própria vida em um sistema totalmente carnal e diabólico, é ser conivente com ele. O chamado de Deus em Rm 12: 2 é à transformação do ser através do novo entendimento concedido por Jesus Cristo. No reino, a revolução começa dentro de si mesmo.

O inconformismo com as ideologias, comportamentos e padrões que nos é imposto não é suficiente se nos limitamos à teoria. Tem de haver transformação em nós e no mundo ao redor, e só poderemos mudar alguma coisa ou pelo menos ser relevante de alguma forma, se usarmos o amor para revolucionar o meio em que vivemos. Mahatma Gandhi disse e eu concordo: "O amor é a força mais sutil do mundo". Uma pessoa que se diz seguidora de Cristo e não consegue praticar o perdão e o amor, precisa urgentemente se perguntar se entendeu o evangelho.

Os seguidores de Jesus têm de literalmente segui-lo imitando-o em toda sua forma de ser. Pois, Ele mesmo amou a todos, serviu demonstrando humildade, respeitou quem não o aceitou mesmo quando seus discípulos disseram: “taca fogo aqui”, perdoou a ignorância das pessoas quando não sabiam e/ou não entendiam o que faziam e seguiu honrando o Pai vivendo para cumprir Sua vontade. Portanto, o que Deus nos diz é: Não se conforme com a antiga mentalidade que vez ou outra tenta retornar ao lugar, não se conforme com os rumos tortuosos que o mundo tem tomado. Antes, revolucione!

“E não vos conformeis com este século, mas transformais-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” RM 12:2

--
Por,
Helen Araújo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu sou um Santuário de Deus?



  Até pouco tempo atrás, muitos cristãos pensavam na igreja apenas como o templo (no sentido de uma construção feita por homens, dentro da qual se realiza os cultos). Ao perceberem que essa ideia, além de ser contrária a bíblia, estava levando os servos de Deus a serem mais preocupados com a estrutura eclesiástica do que com as vidas dentro da estrutura, alguns irmãos, principalmente das “igrejas” menos tradicionais, começaram a repetir um chavão baseado nos textos de “Atos 7: 46 – 49” e “I Coríntios 3: 16”: Você é a igreja!

    A “nova” interpretação de templo do Espírito Santo, baseada em uma sincera preocupação com o cristianismo, trouxe grandes contribuições para o Reino de Deus. Passou-se a valorizar menos as quatro paredes.
      Porém, além dessa interpretação não ser completa, incentivou outro sentimento entre os crentes em Deus que também trouxe consequências ruins. Os cristãos começaram a se isolar, pois criam que sozinhos tinham a presença de Deus, começaram a perder a ideia de que fazem parte de um coletivo e passaram a ter um sentimento maior de auto-preservação, como se cuidar do templo do Espírito Santo fosse proteger o seu próprio corpo.

Vamos ver onde está o erro de interpretação, a partir de um dos textos citados.

“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (NVI)
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
I Coríntios 3: 16

     Percebam a diferença do verbo para o adjetivo. Em qual número está verbo? E o adjetivo? Percebam que Paulo fala a vários, classificando-os como uma coisa só.

      Contudo, essa interpretação ainda é um pouco vaga. É apenas um texto e apenas um detalhe. E texto sem contexto, é pretexto.
Por isso, continuaremos andando pela bíblia para nos fundamentarmos melhor.

      Eis então um texto que expressa, além da mesma diferença de número, a ideia de que todos nós, juntos, que formamos O Templo do Espírito Santo:

“É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus.” (Versão Católica)
“Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito.” (NVI)
“No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.” (Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
Efésios 2: 22

    Se vocês forem olhar os versículos anteriores a essa afirmação, verão que Paulo, dando uma ideia de como funciona essa estrutura, começa lembrando que fazemos partes de uma única família, que estamos edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas e que Jesus é a pedra angular desse santuário.

Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor.” [Efésios 2: 19 – 21]

    Ao analisarmos o funcionamento da estrutura, veremos outras afirmações que fortalecem a ideia de que, juntos, formamos um único templo de Deus.

    A primeira coisa que temos que saber, é que Jesus é a pedra angular. A base principal dessa igreja. Tanto é que Cristo disse a Pedro, em “Mateus 16”, que sua afirmação "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" é a pedra sobre a qual o próprio Jesus edificaria sua igreja.

E o fundamento dos profetas e dos apóstolos?

    Os profetas, no Antigo Testamento, eram usados por Deus para levarem sua mensagem ao povo deste (leis, fim dos tempos, alertas, problemas, a vinda do Messias...). Uma das principais mensagens foi dada pelo principal profeta (Moisés): A Lei.
Sabemos, por “Hebreus 10: 1”, que a lei era apenas uma sombra das coisas que ainda estavam por vir. Na verdade, todo o texto de “Hebreus” mostra como a lei foi toda cumprida em Jesus Cristo.

Será que existia na lei algo que simbolizava a igreja que foi iniciada por Jesus?

Nem é preciso lembrar-vos do templo de Israel, não é verdade?
Contudo, as semelhanças não param por aí.
QUANTOS SÃO OS APÓSTOLOS?

Observem o primeiro altar levantado para Deus.

“Moisés, então, escreveu tudo o que o Senhor dissera. Na manhã seguinte Moisés levantou-se, construiu um altar ao pé do monte e ergueu doze colunas de pedra, representando as doze tribos de Israel.” [Êxodo 24: 4]

    Os 12 apóstolos são as doze colunas do verdadeiro Templo de Deus que já foi representado, como sombra, no Antigo Testamento.
Vejamos a confirmação no Novo Testamento:

“Reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Pedro e João, tidos como colunas...” [Gálatas 2: 9]

E é por isso, que no novo céu e na nova terra, seus nomes estarão nos doze fundamentos da cidade.

“A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” [Apocalipse 21: 14]

    Talvez agora, também consigamos entender a razão de Jesus somente ter escolhido doze apóstolos para sua igreja. Não mais que isso.

     Então não existem outros apóstolos? Não e sim. Da igreja global, só há estes doze: André, Bartolomeu (Natanael), Tiago (Filho de Alfeu), Tiago (Filho de Zebedeu), João, Judas (não o iscariotes), Mateus, Felipe, Simão Pedro, Simão Zelote, Tomé e Matias (substituto de Judas iscariotes, o traidor). Contudo, de igrejas locais, podem existir outros apóstolos. Como foi o caso de Paulo em relação à Corinto:

“Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.” [I Coríntios 9: 2]

     Lembrando que apóstolo é uma coluna da igreja. Ou seja, sustenta o peso, dá a base e serve de apoio. Não o contrário.

     Bem... Se já vimos que todos nós, juntos, formamos o templo do Espírito Santo, e que nesse templo Jesus Cristo é a pedra principal, e os apóstolos, fundamentados pela ordem dada por Deus por meio dos profetas, são as doze colunas, onde, exatamente, estamos nessa estrutura?
Para responder a essa pergunta, terei que recorrer a Pedro, que, ao mesmo tempo em que confirma o que Jesus disse a ele (Cristo é a pedra principal), também fala sobre o nosso lugar no templo.

À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele — vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.
Pois assim é dito na Escritura: ‘Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado’.” [I Pedro 2: 4 – 6]

    Reparem que não somos comparados a tijolos, que têm suas formas padronizadas. Somos comparados a pedras, cujos tamanhos e formas são irregulares. E as pedras que somos, assim como a pedra angular, são vivas. Lembrando da importância de sermos um organismo, e não uma organização.

    Talvez Pedro, ao dizer que somos pedras vivas, e que Jesus é a pedra angular, tenha feito isso ao lembrar-se do que Jesus disse a ele:

“E eu lhe digo que você é Pedro (ou pedra – como todos nós somos, segundo o próprio Pedro), e sobre esta pedra (Cristo, o Filho do Deus vivo - segundo o próprio Pedro) edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.” [Mateus 16: 18]

      Com isso, já podemos concluir que ninguém, isolado, é templo do Espírito Santo. Juntos, formamos o Santuário de Deus.

“Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". [Mateus 18: 20]

       Então, quer dizer que Deus não se manifesta através de um cristão se este não estiver na companhia de outro?

Não é isso.
Estou dizendo que Deus se manifestará através de um cristão, sozinho ou acompanhado, se este tiver a consciência de que faz parte de um coletivo.

E é por isso que Jesus nos deixou, como ensinamento de oração, o “Pai Nosso” e não o “Pai Meu”.

Mudemos, então, nossa visão de proteção do templo quando lermos:

“Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” [I Coríntios 3: 17]

Soli Deo Gloria

Por,

Vitor Louredo de Souza - Facebook

domingo, 22 de maio de 2011

600 milhões de pessoas viajam todo ano para manter relações sexuais com menores

(CLARÍN) Em matéria publicada no dia 9 de maio, o jornal argentino Clarín denuncia o turismo sexual, especialmente de crianças e adolescentes em "países com legislação e autoridades permissivas, que fomentam um contexto de impunidade a mediadores e traficantes de pessoas e com ampla parcela da população na indigência".



O texto destaca que muitas crianças chegam aos contextos de turismo sexual infantil (TSI) por meio de redes criminosas que, por vezes, compram ou ganham sua "posse" dos próprios parentes.



"O fluxo de turistas sexuais em busca de meninas e meninos provém sobretudo da Europa Ocidental (Espanha, França, Itália, Alemanha e Bélgica) e países escandinavos, Estados Unidos, Ásia, Austrália e países do Golfo; e se dirige até os países mais pobres do Sudeste Asiático (Tailândia, Camboja, Índia), África e alguns países latinoamericanos (Costa Rica, Brasil, Cuba e México).



O turismo sexual infantil é favorecido pelo maior poder aquisitivo dos viajantes e pelos baixos preços nos países de destino. Associado quase sempre à pedofilia, responde também a consumidores que consideram mais excitantes indivíduos de outros grupos étnicos.



Segundo a Organização Internacional de Migração e Turismo, a cada ano 600 milhões de pessoas, em sua imensa maioria homens, viajam a diferentes destinos do mundo para manter relações sexuais com menores de idade" (trecho traduzido da nota original).



O combate ao abuso sexual infantil é assunto em voga. Nesta quarta, 18 de maio, doze cidades brasileiras farão parte da Marcha contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, movimento organizado por redes e organizações evangélicas como parte da Campanha de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, liderada pela RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social). A iniciativa visa destacar o aumento do risco de o problema se intensificar com a chegada da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014.

Fonte - http://www.ultimato.com.br/conteudo/600-milhoes-de-pessoas-viajam-todo-ano-para-manter-relacoes-sexuais-com-menores

sexta-feira, 13 de maio de 2011

PRECONCEITO

Precisamos acabar com o preconceito em nossas igrejas e aceitarmos que o outros são diferentes de nós!




Jesus aceita o diferente!

Que preconceito nada irmão! Você está maluco?! A igreja tem aceitado todo tipo de pessoas de braços abertos! O alcóolatra, a prostituda, o viciado, o homossexual, o tatuado, a garota cheia de piercings, o boca suja, a lésbica, a divorciada, o estressado ou nervoso, o jovem problemático e rebelde, e são todos bem-vindos em nossa igreja!!! ALELUIA!!! Com licensa que vou rir um pouco, huahuahuuhaaaa… Com muitas exceções, e igrejas e ministérios onde o poder do Espírito Santo domina, definitivamente não são pessoas bem vindas em muitas de nossas igrejas, e isto se manifesta onde? Aonde? Em nossos corações, através do sentimento chamado “PRECONCEITO”. Não podemos e nem compactuamos com pecado, é claro, mas a obra de convencimento do pecado, da justiça e do juízo não é nossa, é do Espírito Santo, não podemos enfiar goela abaixo o evangelho como ouço histórias e aberrações sendo cometidas por uma possível defesa de “JESUS” e do evangelho e de mudança de comportamento para que o outro possa parecer um pouco conosco. Bem voltando ao assunto, a Wikipedia e um dicionário de filosofia definem bem a palavra “PRECONCEITO”:



Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.

Conceito formado com base em julgamento próprio que exige tom depreciativo da diferença; análise tendenciosa; discriminação provocativa

Definido aqui como um julgamento prévio rígido e negativo sobre um indivíduo ou grupo, o conceito deriva do latim prejudicium, que designa um julgamento ou decisão anterior, um precedente ou um prejuízo. As anotações básicas incluem inclinação, parcialidade, predisposição, prevenção.

Ou seja o preconceito não é nada mais, nada menos que um julgamento depreciativo de alguém, opa, vamos lembrar do que Jesus falou: “Não julgais para não serdes julgados”. Porque o ministério de Cristo era tão impactante através de relacionamentos e pela pessoa de Cristo levar homens e mulheres a abrirem o coração para Deus?! JESUS NÃO TINHA PRECONCEITO com quem fosse até ele! E é tão engraçado como através dos anos observei que muitos irmãos e irmãs depois de alguns anos de evangelho se sentem os próprios donos da igreja, se é que dá para dizer a igreja tem dono, é claro que o dono e proprietário é Cristo. Mas se eu como mordomo ou “possivelmente” um dos donos da casa não desejo que outrem faça parte de minha família, ou entre na minha casa porque ela é diferente de mim, posso facilmente enxotá-la com a vassoura de “fogo” pois ela é digamos “diferente” de mim ou não se encaixa no perfil de minha igreja ou de meus irmãos. Por isso não me importo, e nunca


Jesus aceita o diferente

me importei se não me encaixo nos padrões daquilo que as pessoas acham que deve ser um homem ou uma mulher de Deus, pois apenas Deus e somente Ele pode saber as verdadeiras intenções de quem é puro e verdadeiro, e de quem é impuro e mentiroso. Acho válido os grupos dentro das igrejas, o que não é válido é abandonar a própria sorte do vil tentador aquele irmão ou irmã que não se encaixa em meu grupo. A igreja é chamada na palavra de multiforme sabedoria de Deus, se der chance ao diferente ele poderá mostrar também que é uma das muitas formas de sabedoria de Deus.



Não seja preconceituoso, aceite que o outro é diferente, e que mesmo diferente de você, Cristo o ama do mesmo modo que te ama!



Jo. 13- 34 Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros.



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sábado, 30 de abril de 2011

JOVENS EM APUROS

O pastor Marcelo Gualberto, da MPC, analisa a juventude evangélica brasileira



A juventude, nas igrejas evangélicas, sempre foi vista como sinônimo de dinamismo e disposição para a obra de Deus. Há coisa de uns 20 ou 30 anos, moços e moças crentes, empolgados com a fé, desejavam mudar o mundo pelo Evangelho – a começar pela própria casa, escola e amigos. Não eram poucos os que apresentavam-se como candidatos a missionários. Novos tempos, novas prioridades. Hoje, a moçada crente – que continua sendo maioria na membresia das igrejas – está mais preocupada com outras coisas. A satisfação das próprias necessidades e desejos, o consumo, a preocupação em estabelecer logo uma carreira e conquistar a independência financeira é o que tem movido os jovens de hoje.


A análise é do pastor Marcelo Gualberto da Silva, 48 anos, diretor nacional da Mocidade para Cristo (MPC), uma entidade paraeclesiástica que se tornou referência para a juventude evangélica brasileira. Pode-se dizer que Marcelo e a MPC confundem-se um com o outro, já que o pastor está ligado à entidade desde que tinha 16 anos de idade. Casado, três filhas jovens, o pastor é formado em teologia e letras e pós-graduado em recursos humanos e exerce ainda o pastorado da Congregação Presbiteriana Central de Belo Horizonte (MG), cidade onde fica a sede da MPC.


É da capital mineira que a entidade, reconhecida como de utilidade pública federal, coordena e executa uma série de atividades, como o programa Estudantes em Ação, de evangelismo em escolas; o Projeto Amar, voltado para crianças e adolescentes carentes; e o Desperta Débora, movimento de mães intercessoras, uma rede de mulheres que oram sistematicamente por seus filhos e pela juventude brasileira. Há ainda trabalhos de orientação profissional, prevenção de gravidez precoce, acampamentos temáticos etc.


Uma das figuras mais conhecidas entre os evangélicos brasileiros – ele roda o país inteiro participando de congressos, dando palestras e organizando eventos –, Marcelo não tem dúvidas: a Igreja mudou para pior, e levou o jovem evangélico de roldão no mesmo processo.


“Esta é uma geração que perdeu a sua identidade. O compromisso com Deus e o senso de missão perderam-se pelo caminho”, aponta. O hedonismo, na opinião do pastor, entrou para valer na Igreja. “A ênfase está no prazer, no sentir-se bem, no ser abençoado.” Estas e outras críticas à situação da mocidade evangélica estão nesta entrevista:






Uma pesquisa divulgada mês passado aponta que, nos últimos 10 anos, o número de mortes violentas de pessoas entre 15 e 24 anos subiu 95%. Cerca de 60% das mortes nesta faixa de idade são causadas por asssassinato. Ser jovem, no Brasil, é estar num grupo de risco?


Acredito que sim. Esses números falam por si. Vivemos num mundo jovem, onde 65% da população mundial têm menos de 25 anos. Só que milhões vivem na pobreza, na miséria absoluta. Isso acarreta necessidades que, por sua vez, geram violência. E a violência chama mais violência e, conseqüentemente, riscos de morte. Também não podemos deixar de observar o fator escatológico nesse processo. O próprio Jesus disse que no fim dos tempos, filhos se levantariam contra pais, e vice-versa. É o que temos visto – a violência contra os da própria casa também é um sinal da volta do Senhor.






Qual sua análise sobre a juventude de hoje?


A juventude, principalmente a de classe média, é uma juventude sem grandes sonhos. Falta visão e discernimento do momento presente. É uma geração consumista e hedonista. O jovem hoje quer conseguir aos 20 anos o que seus pais só conseguiram aos 45 ou 50 anos. É a mentalidade “capetalista” do ter e do prazer a qualquer preço, aqui e agora.






Na sua opinião, quais deveriam ser as políticas públicas emergenciais a serem adotadas em favor da juventude?


A primeira tem a ver com a educação. É revoltante pensar que educação, no Brasil, gera lucro, assim como a saúde. Isso quando ambas, educação e saúde, deveriam ser prioridades máximas em todos os níveis de governo, do municipal ao federal. Ninguém poderia se enriquecer como empresário no ramo da educação. Bem, em segundo lugar o governo precisaria, a curto prazo, tirar das ruas os meninos e meninas que fazem dos viadutos e pontes as suas casas. Outro dia vi um coronel, comandante do corpo de bombeiros em São Paulo, que “adotou” cerca de 12 adolescentes. Eles recebem alimentação, roupa, ensino e instrução profissionalizante dentro do quartel. Estão felizes, amparados, protegidos e desafiados a se tornarem futuros bombeiros. Pense em quantos quartéis com espaço ocioso temos no Brasil e como seria fácil e barato investir em adolescentes carentes. O que falta é vontade política do governo.






Juventude, na Igreja Evangélica, sempre foi vista sob o prisma do dinamismo, inclusive na obra de Deus. Houve época, por volta dos anos 70, em que o furor missionário da moçada estava no auge. Hoje, quais são as perspectivas do jovem crente?


É fato que, embora a Igreja tenha crescido numericamente, em termos qualificativos nós perdemos muito. Esta é uma geração que perdeu a sua identidade. O que somos? Na década de 60, éramos protestantes. Nos anos 70, éramos crentes. Nos anos 80, éramos evangélicos. De 90 pra cá, somos gospel. O que é ser “gospel”? Com relação a juventude evangélica, na década de 70, realmente, havia muito mais compromisso, visão e senso de missão encarnado.






E por que isso mudou?


Porque naquela época, ao contrário de hoje, a ênfase não era no prazer, e sim no senhorio de Cristo. Só que a ênfase passou do cristocentrismo para o egocentrismo, ou seja, as reuniões, os cultos são feitos em função do homem. O objetivo é sentir-se bem, que é quase um sinônimo de ser abençoado. Esta é uma tendência quase que geral da Igreja Evangélica como um todo que precisa ser mudada. As perspectivas do jovem crente hoje estão voltadas para ele mesmo. É claro que há exceções, e não são poucas. Mas no geral, a Igreja Evangélica hoje é conformista e voltada para o próprio umbigo.






Mesmo assim, a Igreja Evangélica cresce como nunca...


Mas então como explicar o crescimento da Igreja e a sua inoperância como sal e luz? Ou, dizendo em outras palvras: por que a Igreja cresce e o Brasil não melhora? Vivemos um evangelho raso onde Jesus é um Senhor fácil de ser seguido e também fácil de ser deixado. Basta o pastor pregar uma mensagem um pouco mais dura ou pesada que muitos reclamam à moda antiga: “Duro é esse discurso; quem o pode suportar?” Por causa disso nasceu a “igreja flutuante”, que navega à procura da bênção, pulando de galho em galho. É um fenômeno que observo entre a mocidade. Virou moda mudar de denominação. Quantos jovens já estão na quinta ou na sexta igreja?






A vocação missionária tem crescido entre os jovens?


Muito pouco. É aquilo que já dissemos – o evangelho pregado hoje é mais voltado para o bem-estar de pessoas do que para a transformação do mundo. Mas graças a Deus por alguns que, com coragem, têm encarado o desafio da evangelização local e transcultural.






Um novo perfil social, o do “adolescente adulto” – gente que, mesmo com mais de 30 anos, apresenta um comportamento imaturo –, é cada vem mais comum hoje. Entre os crentes, o fenômeno se repete?


Outro dia estava pregando num congresso para adolescentes e me assustou o fato de ver ali dezenas de adolescentes de 22, 24, 25 anos. A questão é a seguinte: dá status ser adolescente. Há 20 ou 30 anos, ao contrário, era vergonhoso ser adolescente. Foi daí que surgiu aquele termo pejorativo – “aborrecente”. Hoje, não. O mundo dá um valor enorme a essa grande força de consumo representada pelo público adolescente. Todo mundo quer, de alguma maneira, ser ou continuar sendo adolescente. Isso afeta a muitos evangélicos também, inclusive pessoas de até 40 ou 50 anos. Para serem aceitos, muitos adotam um estilo adolescente de viver a vida.






Existe conflito de gerações na família evangélica?


Conflito de gerações acontece em quase todas as famílias, sejam elas cristãs ou não. É uma questão de mentalidade. Nós, os pais, precisamos pensar com a cabeça dos filhos, ou seja, tentar sentir suas dores, angústias e sofrimentos. Nós, os mais velhos, não podemos desprezar a nossa própria juventude. Quando trazemos à memória os anos dourados da adolescência, conseguimos criar uma ponte capaz de nos unir à geração dos nossos filhos.






O senhor acha válido promover eventos, como festivais gospel, para atrair jovens à igreja?


Olha, eu faço minhas as palavras do apóstolo Paulo em I Coríntios 9.22: “Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns”. Eu entendo que todo método, desde que não caia em contradição com a Palavra de Deus, é válido e deve ser usado no ministério juvenil.






O sexo continua sendo a grande dificuldade espiritual para o jovem crente?


Pelo que tenho visto ao longo de todo este tempo de trabalho entre a juventude, sim. Esta é a área mais difícil na vida de um jovem cristão. Manter-se virgem até o casamento é motivo de piada na escola. Às vezes, a pressão é tão forte que o jovem cristão, mesmo querendo agradar a Deus, não suporta e fraqueja nessa área. Há ainda a pressão da mídia, que é muito forte. Entretanto, devemos nos lembrar que Deus é fiel e não nos abandonará à nossa própria sorte. Ninguém é tentado acima das suas próprias forças. Toda tentação é acompanhada do escape de Deus. Neste caso, vale lembrar a palavra de I Coríntios 10.13.






Defender a virgindade até o casamento está cada vez mais anacrônico, não?


A palavra-chave para o solteiro é abstinência sexual. E, para o casado, fidelidade. Isso não mudou.






Carlos Fernandes


é Editor e Redator da revista Eclésia

















quinta-feira, 28 de abril de 2011

BEM VINDO A IGREJA

“Vinde a mim os que estão cansados e sobrecarregados e eu os aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde coração; e achareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” Mt. 1: 28 a 30.


A Igreja tem que ser a resposta para os anseios desse individuo cansado e oprimido. Se no mundo há competição, a Igreja deve ser cheia de cooperação, se no mundo há perda de identidade, na igreja deve haver pleno auto conhecimento, se no mundo há solidão, na Igreja deve haver amor.

Na Igreja a pessoa deve ser valorizada pelo que é.

A Igreja tem se tornado um hospital neurótico onde o paciente não tem liberdade e ambiente para falar da sua de sua doença. “Você é bem vindo ao hospital desde que não fale de sua doença”

A Igreja é um lugar terapêutico, de restauração, de cura, onde as pessoas podem ser transparentes e amadas como são.

A Igreja deve estar cheia do poder de Deus para enfrentar principados e potestades, dominadores desse mundo tenebroso. A Igreja deve ser lugar de libertação, perdão de pecados.

A Igreja deve ser sal para evitar por completo a deterioração da sociedade, sendo referência de justiça, bondade, honestidade, serviço, qualidade e ética.

A Igreja deve ser luz do mundo em uma ação profética, partindo para denuncia, pregação, convocação ao arrependimento do pecado estrutural

ESSA É A SUA IGREJA?

EPI

sábado, 16 de abril de 2011

REALENGO

POR CONTARDO CALLIGARIS




1) EM MARÇO de 2009, em Wendlingen, Alemanha, um jovem de 17 anos entrou no colégio do qual ele tinha sido aluno e começou uma matança que terminou com seu suicídio e custou a vida a 15 pessoas.



Na época, notei que, para os suicidas-assassinos de massa, encarnar o anjo da morte é sempre uma demonstração pública. E perguntei: uma demonstração de quê?





Pois é, num mundo dominado por máscaras e aparências, talvez os únicos eventos que se destaquem por serem indiscutivelmente reais sejam o nascimento e a morte. Nessa ótica, as meninas, para nos obrigar a levá-las a sério, podem engravidar e dar à luz. Quanto aos meninos, o que lhes sobra para serem levados a sério é morrer ou matar.



Por isso as meninas pensam no amor, e os meninos, na guerra; as meninas sonham em ser mestres da vida, os meninos sonham em ser mestres da morte.



Em suma, atrás da singularidade das razões de cada um, os suicidas-assassinos (todos homens) parecem agir na tentativa desesperada de se levarem a sério e de serem, enfim, levados a sério: “O mundo me despreza e me desprezará mais ainda, mas, diante de meu ato mortífero, não poderá negar que sou gente grande, um “macho de respeito’”.



Mais um detalhe. Cada vez mais, a preservação da vida parece ser nosso valor supremo. Todos estão dispostos a qualquer coisa para não morrer; não é estranho que, de repente, aos olhos de alguns, a verdadeira marca de superioridade pareça ser a facilidade em matar e se matar.



2) É possível que a vida escolar de Wellington, o assassino de Realengo, tenha sido um suplício. Mas a simples vingança pelo bullying sofrido não basta para explicar seu ato. Eis um modelo um pouco mais plausível (e infelizmente comum).



Durante sua adolescência, um jovem é zombado pelos colegas e, sobretudo, pelas meninas que despertam seu desejo. Para se proteger contra a recusa e a humilhação, o jovem se interdita o que ele deseja e que lhe está sendo negado: “As meninas que eu gosto riem de mim e de meu desejo por elas; para não me transformar numa piada, farei da necessidade virtude: entrarei eu mesmo em guerra contra meu desejo. Ou seja, transformarei a exclusão e a gozação num valor: não fui rechaçado, eu mesmo me contive -por exemplo, porque quero me manter ilibado, sem mancha”.



Wellington, o assassino de Realengo, na sua carta de despedida, pede para não ser contaminado por mãos impuras. Difícil não pensar no medo de ele ser contaminado por suas próprias mãos, e no fato de que a morte das meninas preservaria sua pureza, libertando-o da tentação.



A matança, neste caso, é uma maneira de suprimir os objetos de desejo, cuja existência ameaça o ideal de pureza do jovem. Ora, é graças a esse ideal que ele transformou seu fracasso social e amoroso numa glória religiosa ou moral. Como se deu essa transformação?



Simples. Para transformar os fracassos amorosos em glória, o fanatismo religioso é o cúmplice perfeito. Funciona assim: você é isolado? Sente-se excluído da festa mundana? Pois bem, conosco você terá uma igreja (real ou espiritual, tanto faz) que lhe dará abrigo; ajudaremos você a esquecer o desejo de participar de festas das quais você foi e seria excluído, pois lhe mostraremos que esse não é seu desejo, mas apenas a pérfida tentação do mundo. Você acha que foi rechaçado? Nada disso; ao contrário, você resistiu à sedução diabólica. Você acha que seu desejo volta e insiste? Nada disso, é o demônio que continua trabalhando para sujar sua pureza.

Graças ao fanatismo, em vez de sofrer com a frustração de meus desejos, oponho-me a eles como se fossem tentações externas. As meninas me dão um certo frio na barriga? Nenhum problema, preciso apenas evitar sua sedução -quem sabe, silenciá-las.

Fanático (e sempre perigoso) é aquele que, para reprimir suas dúvidas e seus próprios desejos impuros, sai caçando os impuros e os infiéis mundo afora.



Há uma lição na história de Realengo -e não é sobre prevenção psiquiátrica nem sobre segurança nas escolas. É uma lição sobre os riscos do aparente consolo que é oferecido pelo fanatismo moral ou religioso. Dito brutalmente, na carta sinistra de Wellington, eu leio isto: minha fé me autorizou a matar meninas (e a me matar) para evitar a frustrante infâmia de pensamentos e atos impuros.



[Folha de S.Paulo, Ilustrada, 14 de abril]